Negra é a aurora do eclipse.
Negro é o Apocalipse.
Negro é o Maelstrom de Poe,
vértice sem origem.
Meu afã é ser agora,
confundindo dentro e fora.
À noite, os cães são magros,
os gatos são pardos.
Não há sinais de verdade.
A noite é espera silente.
O dia é só consequência.
No muro enxerguei verdade.
Talvez seja mais que acaso.
Um cacto pra contrariar.
Nenhum comentário:
Postar um comentário