(Seu Elemer foi um relojoeiro de Ubatuba/SP
que vivia em plena mata, perto de uma cachoeira)
Na mata vivia um relojoeiro
consertando relógios antigos.
O tempo não passava para ele,
pois os minutos eram seus amigos.
Fazer do tempo um companheiro
não é coisa para diletantes.
Só com o ardor de um engenheiro
podemos separar depois e antes.
Antes foi nada, depois é agora.
Os ponteiros denunciam a hora
no coração recente da aurora.
Um minuto que passa se esvaiu,
correndo no fluxo deste rio.
E o resto pende apenas por um fio.
Nenhum comentário:
Postar um comentário