domingo, 9 de junho de 2013

LEMBRANDO SEU ELEMER

(Seu Elemer foi um relojoeiro de Ubatuba/SP
que vivia em plena mata, perto de uma cachoeira)


Na mata vivia um relojoeiro
consertando relógios antigos.
O tempo não passava para ele,
pois os minutos eram seus amigos.

Fazer do tempo um companheiro
não é coisa para diletantes.
Só com o ardor de um engenheiro
podemos separar depois e antes.

Antes foi nada, depois é agora.
Os ponteiros denunciam a hora
no coração recente da aurora.

Um minuto que passa se esvaiu,
correndo no fluxo deste rio.
E o resto pende apenas por um fio.

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