Nunca entendi poesia.
Sou zero em matemática.
Boiei em teoria,
quanto mais na prática.
Sou o Kaspar do poço,
tartamudeando.
Mas no fundo do fosso
me pego poetando.
Nunca entendi cavalos
sacudindo as crinas.
Talvez os cavalos
sejam seres mais nítidos,
bufando por
úmidas narinas,
prontos para o coice
se houver litígio,
no galope donos
de qualquer pradaria,
mas de resto quadrúpedes
de cascos duros
e mirada curta,
incapazes de
entender poesia.
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