Senhor, por que publicar estas palavras
e gastar o papel de Tuas árvores?
Minhas preces nada valem lá no céu
e ninguém as ouve aqui, neste escarcéu.
Minha voz não compete com o órgão
das passacaglias de um tal João.
E meu sofrimento empalidece
diante do martírio de São Sebastião.
Sou frade franciscano, sou mendigo
numa roda que não para de girar.
E se algum dia eu disser — sou livre,
é porque decidi Te adorar.
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