Não gosto de poesia hermética.
Antes coisa palpável,
que seja pra enfeitar
mas feita com amor,
como colcha bordada
por minha avó.
A verdade é herética.
A alma é curta.
Estamos sós.
Na costura da colcha,
talvez aflore
um conluio após.
Minha avó bordou
o protótipo do
poema que entrego.
Sou um homem cego.
Escrevo o que nego.
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