Escrevo sem pretensão
de criar escola ou dar lição.
Antes por vício de infância
que me fez escravo da dicção.
Escrever no papel me dá tédio.
Melhor em pleno calçadão.
É um ardor sem remédio.
Unha encravada no dedão.
Reviro meus bolsos procurando
uma saída pra essa situação.
Rimas pobres me visitam quando
percebo que a vida é ilusão.
Palavras, o vento leva...
Coisas ditas sem pensar duas vezes,
independente das semanas e meses
no meu subterrâneo rincão.
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