(para François Villon)
Sonho com os enforcados
que os corvos picotam,
a chuva enxágua
e o sol desbota.
Dispostos em fila,
já não dizem nada.
Na tarde que oscila,
parecem fantasmas.
Irmãos humanos,
digam o meandro
de nosso novelo
de carne e ânsia.
Príncipe Jesus,
tem piedade
de nossos pecados
e nossa ignorância.
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