sábado, 8 de junho de 2013

POR QUE O POETA TEM DE MORRER CEDO?

(para François Villon)

Sonho com os enforcados
que os corvos picotam,
a chuva enxágua
e o sol desbota.


Dispostos em fila,
já não dizem nada.
Na tarde que oscila,
parecem fantasmas.


Irmãos humanos,
digam o meandro
de nosso novelo
de carne e ânsia.


Príncipe Jesus,
tem piedade
de nossos pecados
e nossa ignorância.

Nenhum comentário:

Postar um comentário