Meus versos não têm pressa.
Não têm régua que meça.
Sou espectador.
Chega de tanta dor.
Pra que perturbar o dia
que mal se anuncia?
Se começa, ganha prumo
e pode mudar o rumo.
Já basta de tantos anos
vertiginosamente vãos.
Eu ajeito o que puder.
Quem faz da curva uma reta?
Não será essa trombeta,
soprando onde estiver.
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