domingo, 9 de junho de 2013

ATÉ UMA CERTA IDADE

Até uma certa idade tentamos complicar.
Depois, vale o sinal de menos:
diminuir, sondar, reverter.
Ajoelhar-se no alpendre.
Tentar entender o que existe
além do horizonte suspenso.


A terra é fofa e cheia de minhocas.
A água ferve.
O cérebro contempla.
Uso as botas de sete léguas
pra visitar
o que antes parecia lenda.


Meu nome é um anagrama.
Minha boca está seca.
Sou só testemunha.
A terra está prenhe.
Sou talvez encontro,
respirando... nenhures.

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