Só o primeiro amor é verdadeiro.
Só o primeiro verde deixa marca.
Ele nos condena eternamente
a enxergar o vazio que nos abarca.
O passado nos fatia como faca.
O futuro é só contrafação.
O presente é a flecha do arqueiro
tentando definir a direção.
Somos passageiros desta barca
impulsionada pela maré cega.
A fé se dá no meio da refrega,
em nosso dia de alegria parca.
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