sábado, 8 de junho de 2013

666

Eu sei o pentagrama invertido
que subverte qualquer sentido.
O vazio não é estar sozinho,
é ter o horror como vizinho.


Eu sei o momento sofrido
de tentar reverter o corrompido.
A aranha progride em seu ninho
de acordo com seu escrutínio.


O mal não é a ausência do bem.
É uma instância que vai e que vem.
É uma força que sempre existiu.


Das vísceras ele se manifesta,
tentando encontrar uma fresta.
Com sorte, pode não ser esta.

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