A morte chega cedo, chega tarde.
Antes de nascer eu estava morto.
A morte não importa: seu alarde
não me impede de voltar ao porto.
Somos lances de dados, tentativas
de um bem mais bem que mal no dia a dia.
Essas idas e vindas, evasivas,
não embaçam a aposta na alegria.
Sou você, sim, sou todos os demais.
Sou uma praça pública, um cais.
E ali onde caiu a semente, medrou.
O medo não nos fez mais diferentes,
nos fez apenas próximos parentes
numa corrida que não acabou.
Nenhum comentário:
Postar um comentário