(para Tereza Afonso da Silva)
Eu moro num bulbo
bem pra lá de escuro.
No claro, o oculto
é diamante puro.
Me volvo num vulto
pronto para o pulo.
A bolha supura
e esguicha seu suco.
Sou talvez vampiro
de onde me miro
aonde me escuto.
Uma onda me toca
e algo se desloca
por trás deste muro.
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