sábado, 8 de junho de 2013

EU MORO NUM BULBO

(para Tereza Afonso da Silva) 

Eu moro num bulbo
bem pra lá de escuro.
No claro, o oculto
é diamante puro.


Me volvo num vulto
pronto para o pulo.
A bolha supura
e esguicha seu suco.


Sou talvez vampiro
de onde me miro
aonde me escuto.


Uma onda me toca
e algo se desloca
por trás deste muro.

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