sábado, 8 de junho de 2013

UM DIA O TEMPO ME MATA

Um dia o tempo me mata
e então, tudo se desata.
A lata se converte em prata
como era antes, intacta.

É algo como catarata
bem no segredo da mata.
Um dia o tempo me mata...
e cumpre-se mais uma etapa.

O tempo é como catraca.
O preço até que é barato.
Existir não custa nada.

O tempo julga meus atos,
não os sonhos, mas os fatos.
E o saldo fica nos atos.

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