Não levante do chão a fruta que caiu.
Mais frutas cairão quando chegar o frio.
Não tente voltar à nascente do rio.
O rio se amplifica em qualquer desvario.
Nascer está além do que você intuiu.
O obrar do renovar-se ali se viu.
Objetos cruciais vêm parar no meio-fio.
O dizer da vida não é um, é mil.
Há algo intestinal no ser como Brasil.
Que o passado se esvaia, se esvaiu.
Mais passados passarão no cio
do tempo, revoluto em seu mesmo brio.
O passado nos suscita um calafrio.
Mas o tempo é só um garoto vadio.
Não levante do chão a fruta que caiu.
Renovo a perder de vista, aqui se viu.
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