Tudo o que eu tenho é teu:
minhas vísceras, meu coração.
Não tenho mais nada a esconder,
nem escusa, nem pretexto, nem razão.
Como é bom deixar de ser eu,
abandonar o ser e dar vazão.
Acho que vou para o sétimo céu
ou pisar bem de leve no chão.
Não tenho mais rosto, sou só riso:
a criança que mora em todos nós.
Parecia anterior, mas é após.
Ela veio pra nos dar um aviso:
volte ao começo, já, antes do fim,
pois o depois também se segue assim.
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